16 de setembro de 2014

“A prorrogação em si não garante a manutenção do modelo”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Defensor ferrenho de que sejam criadas novas matrizes econômicas no Amazonas para tirar o Estado da dependência do Polo Industrial de Manaus (PIM), o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e também diretor da Technicolor Brasil Mídia e Entretenimento, empresa fabricante de receptores de sinal de TV por assinatura via satélite, a cabo e também modens ADSL, o economista Wilson Luis Buzato Périco, defende que o momento é propício para diversificar, diante da prorrogação dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) até 2073. O dirigente aponta que o caminho mais apropriado é a exploração dos recursos naturais, visando fomentar novas fontes de riquezas e atrair investidores para essa área. Nesta entrevista exclusiva à Revista PIM o dirigente, que também é vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado Amazonas (Fieam) fala ainda de guerra fiscal e de infraestrutura para corrigir problemas logísticos, energéticos e de comunicação, bem como a pavimentação do Distrito Industrial. Leia a seguir.

Revista PIM – A ZFM acaba de ganhar 50 anos pela frente. O que significa garantir incentivos fiscais até 2073, cuja emenda já foi promulgada na semana passada no Congresso Nacional?

Wilson Périco – Significa o resgate da segurança jurídica dos investimentos que temos hoje no PIM e o tempo necessário para amortização de novos investimentos ou ampliações dos investimentos já existentes. Foi o momento mais importante na história recente do nosso Estado.

RPIM – Sem dúvida que a prorrogação gera garantias jurídicas para as empresas instaladas no PIM. Mas a prorrogação em si consegue segurar esse capital?

Wilson Périco – A prorrogação em si não garante a manutenção do modelo. Nosso Estado está calcado em um único pilar de sustentação socioeconômico que é a atividade realizada hoje no PIM que tem basicamente dois grandes segmentos: eletroeletrônico e o de duas Rodas. Precisamos, primeiro, garantir a continuidade desse pilar; para tanto precisamos resolver as questões de infraestrutura: Logística, Energética (distribuição) e Comunicação. Temos que resolver a questão da pavimentação das ruas do Distrito Industrial; precisamos ter mantidas e asseguradas às vantagens comparativas; se isso não for feito será muito difícil mantermos o que temos hoje ou atrairmos novos investimentos.

RPIM – Quais as prioridades para que o PIM se torne, efetivamente, mais atrativo ao investidor a partir de agora?

Wilson Périco – A garantia da manutenção das vantagens comparativas; um Distrito Industrial digno, com vias públicas em condições de trafegabilidade segura e sinalizada; logística que não impacte o custo das empresas; uma distribuição de energia mais estável que não prejudique a sociedade e a atividade da classe produtora e comunicação com qualidade, pelo menos.

RPIM – Faltam quatro meses para terminar 2014, como o senhor avalia este ano para as empresas do PIM? Os resultados obtidos estão dentro do que foi projetado? Caso contrário, o que impediu sua concretização?

Wilson Périco – Apesar da Copa do Mundo, não está sendo um ano fácil. O primeiro semestre teve resultado ligeiramente negativo (2.5% em dólares) se comparado ao mesmo período do ano passado. Espero podermos repetir, no faturamento em dólares e na geração de emprego os resultados de 2013 quem sabe com algum crescimento.

 

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