19 de agosto de 2014

AVANÇO A PASSOS LENTOS

 

Texto: Jhemisson Marinho

     Sempre apontado como um dos pontos fracos do Amazonas, as questões logísticas para o transporte de mercadorias ainda avançam a passos lentos, especialmente no modal rodofluvial, em que as cargasviajam por estradas e rios. É o que apontam representantes da indústria amazonense – grande interessada no avanço deste quadro – e do próprio segmento logístico do Estado.
    Para traduzir, em números, a importância do transporte rodofluvial para as finanças das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), basta destacar que o custo do transporte aéreo chega a ser 60% maior, dependendo do período e da demanda, de acordo com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam).
    Além do custo menor, o transporte rodofluvial responde por cerca de 40% do transporte de cargas no Estado, segundo informações da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz). Ao todo, são em torno de 5 mil carretas que fazem, diariamente, o transporte do Norte ao Sul e Sudeste do País, a maioria (95%) via Belém, no Pará.
     “Não temos, no Amazonas, um transporte tipicamente rodoviário, mas sim rodo-fluvial. E a condição real para este transporte continua sendo a mesma de sempre. Sofre-se com a cheia do Rio Madeira, por exemplo, e sofre-se com a vazante, quando a navegação fica mais complicada”, destacou o presidente do Cieam, Wilson Périco.

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