16 de abril de 2018

CAPA: Região Norte tem R$ 8 bilhões para financiar empresas

De acordo com informações do Banco da Amazônia, para 2018 a previsão é de que R$ 8,34 bilhões de reais sejam investidos na atividade econômica da região. Desse montante, a maior parte será destinada para atividades que são contempladas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte, o FNO, com recursos da ordem de R$ 5,14 bilhões de reais, seguido do FDA e FMW com R$ 50 milhões de reais cada; OGU, R$ 10 milhões de reais; BNDES, R$ 200 milhões de reais; R$ 184,8 milhões de reais em recursos próprios a serem aplicados nos estados do Maranhão e Mato Grosso; R$ 30 milhões de reais do Finep/Inovacred; e mais R$ 2,68 bilhões de reais da carteira de crédito comercial do Banco da Amazônia.

 

Na previsão de recurso, o Pará é o estado que mais receberá financiamentos em 2018, somando R$ 2,11 bilhões de reais; seguido do Mato Grosso R$ 1,57 bilhão; Amazonas R$ 1,09 bilhão; Rondônia R$ 1,08 bilhão; Tocantins R$ 1,00 bilhão; Acre R$ 385,20 milhões; Maranhão R$ 301,60 milhões; Amapá R$ 159,40 milhões; Roraima R$ 150,80 milhões.

 

Dos recursos do FNO destinados a todos os estados da Região Norte, que totalizam R$ 5,14 bilhões de reais, o montante de R$ 354 milhões de reais contempla atividades do FIES em  R$ 234,0 milhões de reais e obras de infraestrutura,com R$ 120,0 milhões. Além disso, o banco, em 2018, vai destinar 71,4% dos recursos do FNO a municípios tipificados pelo PNDR, isso significa dizer que serão priorizados os que têm carência de melhor infraestrutura econômica e social.

 

“Serão disponibilizados R$ 1,08 bilhão de reais para empreendimentos localizados nos municípios pertencentes ao Programa Faixa de Fronteira da Região Norte”, afirma o presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves de Melo, detalhando que R$ 454 milhões de reais irão para Rondônia; R$ 335 milhões para o Acre; R$ 177 milhões para o Amazonas; R$ 72 milhões de reais para Roraima; 22 milhões para o Amapá e 21 milhões serão destinados ao Pará.

 

Empresa mudou de ramo

 

Elcy Gutzeit é proprietária da Fazenda Panorama, que cultiva cacau desde 1996. Durante esse tempo, a administração da empresa pediu financiamento ao Banco da Amazônia por cinco vezes, sendo que quatro desses valores já foram quitados e um está em aberto. Assim como este empreendimento, muitos outros que desenvolvem atividades na região amazônica procuram a instituição para alavancar seus negócios.

 

A Fazenda Panorama é um empreendimento familiare fica localizada em Uruará, no sudeste do Estado do Pará. Antes de trabalhar com cacau, trabalhava com cabeças de gado, mas depois de um planejamento decidiram mudar de ramo. O patriarca da família, ErvinoGutzeit, é cliente do Banco da Amazônia há 25 anos, desde 15 de abril de 1992.

 

“Eles [o Banco da Amazônia] são nossos parceiros. Confesso que estava desanimada nos últimos anos, porque com as mudanças climáticas, El Niño, as safras não estavam sendo muito boas, mas para 2018 as perspectivas são as melhores possíveis e sem o FNO Amazônia Sustentável Rural não teríamos os investimentos necessários”, garante Elcy Gutzeit, que hoje administra os negócios do pai.

 

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