11 de setembro de 2013

China: parceria promissora

   Texto: Marco Dassori

     Segunda maior economia mundial a China aparece constantemente como rival quando o assunto é perda de competitividade da indústria nacional. Nos últimos anos, entretanto, despontou como o principal parceiro comercial do Brasil e hoje é o maior fornecedor de partes e peças para o Polo Industrial de Manaus (PIM). Embora configure uma promessa, esse gigantismo ainda não se refletiu nos investimentos chineses na região, em virtude do desnível entre os ambientes de negócios dos dois países e do Custo Brasil. 

    O dragão vem sondando o potencial de investimento da Zona Franca de Manaus (ZFM) pelo menos desde 2004. Naquele ano, a primeira empresa de capital chinês se instalava no parque industrial da capital amazonense. Atuante no concorrido e pulverizado segmento eletrônico, a SVA da Amazônia começou produzindo componentes. O investimento, contudo, durou pouco, já que a fábrica encerrou suas atividades no ano passado. 

    Isso não impediu que outros investidores da terra de Mao seguissem o exemplo da SVA, nos anos seguintes. Hoje, são sete as empresas que contam com capital chinês em sua participação, distribuídas em diversos segmentos: Gree Eletric Appliances (polo mecânico), AV Global Ind. Equip. Eletr. (eletrônico), Haobao Motor Brasil (Duas Rodas; 100% capital chinês), Tainan Indústria e Comércio (termoplástico) e TDC Ind. Ferramentas (Metalúrgica; 94% de participação capital chinês). A lista inclui empresas ainda predominantemente nacionais como a fabricante de bicicletas Caloi Norte (que possui 8,83% de participação chinesa), ou que começaram assim, como a sucessora da Kasinski, a CR Zongshen (duas rodas; 50%).

     Juntas essas companhias geram 1.444 empregos e representam 0,21% do total de investimento externo no parque industrial de Manaus. O fluxo da capital China/PIM, no entanto, vem caindo. O ano de 2008 configurou o período de auge dos aportes asiáticos, com um total de US$ 89 milhões invertidos em manufatura. No ano seguinte, sob o impacto da crise que se seguiu à quebra do banco norte-americano Lehmann Brothers e o desmonte das economias europeias, o somatório de investimentos caiu para US$ 58 milhões. Os anos seguintes confirmaram a tendência de baixa das apostas chinesas no PIM: o capital asiático minguou para US$ 22 milhões em 2010, encolheu para US$ 16,6 milhões no ano seguinte e aterrissou nos US$ 15 milhões em 2012, marca na qual ainda permanece.

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