8 de julho de 2015

Crise na Suframa

Por Margarida Galvão

Criada há 48 anos para administrar o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) enfrenta uma de suas piores crises: Servidores em greve e o titular da pasta continua interino, há quase um ano, o que para dirigentes de classe do Polo Industrial de Manaus (PIM), economistas e políticos demonstra “descaso do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC) ao modelo criado para desenvolver o Norte brasileiro”.

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), instituído em 2002 para desenvolver pesquisa na região, sendo seu Conselho representado por três ministérios: MDIC, Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e Ministério do Meio Ambiente (MMA), é um capítulo à parte nessa briga pela sobrevivência da autarquia.

Há quem diga que a Suframa ultrapassou aquele ponto do qual dificilmente há retorno. Segundo o economista e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Dr. José Alberto da Costa Machado, o tempo em que a autarquia já patina sem governança, sem rumo estratégico, sem protagonismo e sem relevância na agenda do governo federal já lhe trouxe a patamares de desestruturação de improvável recomposição. Na opinião do especialista, a decadência da Suframa não é uma novidade.

Há oito anos, quando era coordenador Geral de Estudos Econômicos e Empresariais da autarquia, Machado escreveu um texto no qual identificava as fragilidades, tanto do modelo ZFM quanto do seu ente gestor, a Suframa, intitulado “Um projeto estratégico do Brasil para Amazônia: fortalecer a política federal de desenvolvimento da Amazônia Ocidental e Amapá baseada na Zona Franca de Manaus e seus efeitos regionais”.O texto serviu de base para discussões do planejamento estratégico que então se iniciava. O diagnóstico feito à época apontava para o imbróglio que hoje se desenrola.

No estudo, Alberto Machado atesta que a política toda e, em especial, a ZFM, deixaram de ter, nas esferas federais, natureza estratégica. Isto é, deixaram de ser o Projeto do Brasil para a Amazônia Ocidental. Ao contrário disso, passaram a ser tratadas como empecilhos e distorções que precisam ser removidas ou minimizadas para não atrapalhar a “política nacional”.

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