6 de fevereiro de 2017

Embaixador destaca potencial vinda de empresas húngaras para a ZFM

Pelo menos três empresas húngaras pretendem instalar unidades fabris na Zona Franca de Manaus (ZFM). A afirmação é do embaixador da Hungria, Norbert Konkoly, que fez uma visita de cortesia à sede da SUFRAMA, nesta sexta-feira (3), para conhecer o funcionamento do modelo ZFM. Ele foi recebido pelo superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Marcelo Pereira.

De acordo com Konkoly, as três empresas interessadas em implantar uma unidade em Manaus atuam em áreas como tratamento de esgoto sem geração de impactos ambientais, com capacidade para atender também povoados e aldeias distantes; desenvolvimento de software de gestão e monitoramento de atividades e processos desenvolvidos por empresas ou órgãos públicos; e desenvolvimento de sistemas e sensores eletrônicos para proteção e vigilância, com utilização também em fronteiras, condomínios, aeroportos, sensoriamento de rios e presídios.

Ainda conforme o diplomata, além dessas três empresas, há ainda um potencial de instalação de várias outras indústrias do país do Leste Europeu que planejam expandir seus negócios e vir para o Brasil. “A questão é que a maior parte delas não conhecem a ZFM como uma opção viável, por não entenderem as vantagens de vir para cá, em comparação com outros locais”, observou Konkoly.

Na reunião ficou combinada a visita de uma comitiva empresarial húngara ao Amazonas para a segunda quinzena de maio. Também ficou acertado o envio de um estudo de caso, a ser elaborado pelos economistas da SUFRAMA, comparando os custos de produção entre a ZFM e outras regiões de alguns produtos específicos que indústrias húngaras têm interesse em fabricar no País.

Parcerias e convite
O superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Marcelo Pereira, acompanhado do chefe do Escritório de Representação na Região Norte do Ministério das Relações Exteriores, Henrique Luiz Jennê, da coordenadora geral de Comércio Exterior da SUFRAMA, Sandra Almeida, e de outros técnicos da autarquia, explicou o funcionamento operacional, jurídico e tributário da ZFM e seus resultados na indução do desenvolvimento sustentável na Amazônia. Pereira também ressaltou o potencial socioeconômico do projeto Zona Franca Verde e sua possibilidade de industrialização de produtos a partir da matéria-prima regional. Outro tema destacado foi a diferença entre as leis de informática da Amazônia e a do restante do Brasil, bem como a assimilação dos conceitos da indústria 4.0 no Polo Industrial de Manaus.

Pereira solicitou ainda o apoio da Hungria no pleito da SUFRAMA de obter recursos da União Europeia para projetos do uso de tecnologia avançada para monitoramento das fronteiras e para reforma e alfandegamento do porto de Tabatinga. “Esse projeto é muito importante, pois vai servir para aumentar a segurança de três países – Brasil, Colômbia e Peru – e também maior proteção ambiental da região”, explicou.

O superintendente adjunto também convidou o embaixador húngaro para participar da nona edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM), a ser realizada de 22 a 25 de novembro deste ano. “É a maior vitrine da Amazônia, conta com seminários, rodada de negócios, exposição de produtos. Será um momento ideal para troca de experiências e estabelecimento de contatos com potenciais investidores para incrementar negócios bilaterais”, salientou Pereira.