16 de abril de 2018

Informática: Participação do faturamento do setor no PIM cresce mais de 20% em 2017

O subsetor de bens de informática do Polo Industrial de Manaus faturou 15,3 bilhões de reais no período de janeiro a novembro de 2017. O valor representa participação de 20,52% no faturamento global do PIM, um somatório de 74,93 bilhões de reais, (23.5 bilhões de dólares), conforme levantamento fornecido pelas empresas incentivadas do parque fabril. Em relação ao mesmo período de 2016, o segmento cresceu 21,74%, em moeda nacional e 30,82% em dólar. Uma das fabricantes do segmento é a Positivo, que em 2017 foi surpreendida positivamente no segundo semestre, quando as vendas crescerem por conta da reversão do mercado, que há mais de dois anos vinha em recessão no país. Medida provisória para desburocratizar e modernizar a Lei de Informática, editada pelo governo federal no fim do ano passado, promete bons negócios para o segmento em 2018.

Acreditando no potencial da Zona Franca de Manaus (ZFM), em 2018, a fabricante de computadores completa dez anos de instalação da primeira unidade em solo amazonense, fato comemorado pela direção que aposta na região, conhecida pelo seu amplo polo industrial, com mão de obra qualificada para atender suas duas linhas de produção. Os benefícios fiscais do modelo, válidos por mais 50 anos, até 2073,  faz com que o projeto da Positivo na região seja executado com sucesso.

De modo geral, o segmento de bens de informática do Polo Industrial de Manaus está aquecido. Conforme indicadores industriais informados pelas empresas e divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), dos produtos fabricados pelo subsetor que apresentaram incremento relevante de produção no acumulado de 11 meses de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior, se destacam o monitor com tela LCD para uso em informática (139,59%) e tablet PC (39,40%). Em termos de volume de faturamento apresentado, os dez principais produtos fabricados pelos fabricantes em igual período se destacam placa de circuito montada para uso em informática (1,5 bilhão de reais e 489.7 milhões de dólares).

No período analisado pela autarquia, foi identificado que as fabricantes do segmento de bens de informática do PIM produziram cerca de 176.299 unidades de microcomputadores – desktop; um total de 1.005.262 unidades de monitores com tela LCD (uso em informática) e22.474.284 unidades de placas de circuito impresso montadas (uso em informática).

De tablets PC foram produzidos 644.417 unidades no período. Conforme dados da Suframa, o polo de bens de informática da Zona Franca de Manaus continua despertando interesse nos investidores e é um segmento no qual o órgão continua apostando, por conta das vantagens comparativas do PIM e do ambiente propício e estável do modelo ZFM para negócios, com destaque para informática, com investimentos na diversificação de linhas de produção, como por exemplo a produção de tablets.

Para executivo, crise é oportunidade

Por ser uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores, a Positivo não informou qual sua parcela de lucros e nem número de produção, porém fez um balanço de sua atuação em Manaus. De acordo com o diretor da planta Positivo Manaus, Edson Toffoli, a história da empresa comprova que crise sempre é sinônimo de oportunidade e, nos últimos anos, não foi diferente. Mesmo em meio às dificuldades trazidas pelo cenário macroeconômico complexo, o executivo disse que o grupo tomou atitudes que permitem afirmar que a perseverança sempre vale a pena. A inauguração de duas fábricas na ZFM – de Positivo Tecnologia para devices, em 2016, e da Boreo para componentes, em setembro do ano passado – foi, à época, uma aposta a médio/longo prazo, um voto de confiança. “Hoje, com a indústria e a economia voltando a crescer, o fato de estarmos bem estabelecidos na capital manauara e prontos para grandes projetos já começa a nos render excelentes frutos”, assegurou.

Em 2017, apenas para a instalação da subsidiária Boreo,a companhia investiu cerca de R$ 10 milhões e gerou 270 empregos diretos. “O investimento em nossas plantas é contínuo, uma vez que toda nossa produção está concentrada no Amazonas”, disse Toffoli, ressaltando que,mesmo em um cenário econômico conturbado, a empresa continua crescendo. A subsidiária Boreo é dedicada à produção de componentes (placas-mãe, memória e baterias, entre outros) para atender à demanda interna e às encomendas de terceiros. A Positivo Tecnologia continua com a produção dos computadores e celulares das marcas Positivo, Quantum e Vaio. Somadas, as duas plantas empregam cerca de 1.200 funcionários, e, com os sinais de melhora da economia e a perspectiva de crescimento em 2018, o dirigente acredita que pode chegar a 2 mil colaboradores, diretos e indiretos, em um futuro breve.

 

Para ler mais, assine a Revista PIM Amazônia