3 de março de 2017

Investimentos no PIM aguardam áreas

Existem em torno de 100 solicitações de empresas incentivadas pelo modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) por áreas do Distrito Industrial, sem contudo, serem atendidas por alta de recursos para fazer o loteamento, conforme informações do diretor da Projec Projetos e Consultoria, consultor Raimundo Lopes Filho. Segundo o consultor, o Distrito tem cerca de 5 mil hectares, dos quais 3 mil são ocupados por invasores. Dos 5 mil hectares pertencentes a área de expansão, conhecida como Distrito 2, estão ocupados apenas 1,5 mil hectares, enquanto o restante depende de infraestrutura para serem utilizadas pelas empresas incentivadas pelo Decreto 288.
O consultou explicou que os espaços concedidos às empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) se traduzem em incentivo aos empresários.

 Todavia, pelo ato da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) ter perdido a capacidade de investimento, decorrente do contingenciamento de seus recursos pelo Tesouro Nacional, não tem como criar infraestrutura nessa área pertencente ao Governo Federal. “Na verdade área física tem, o que falta é dinheiro para fazer os loteamentos dessas áreas que deverão ser utilizadas pelas empresas que implantam projetos com os incentivos fiscais do modelo ZFM”, disse, ressaltando que hoje a especulação imobiliária no estado é muito grande. Na opinião do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, o Distrito 2 tem dificuldade de áreas, haja vista que os terrenos que sobram são acidentados, o que leva muitas empresas para a avenida Torquato Tapajós, devido à infraestrutura, terraplanagem e oferta de serviços. O dirigente defende que é preciso encontrar alternativas, que não dependem apenas do esforço da direção da Suframa, envolve a prefeitura de Manaus e o governo do Estado.
Área de expansão

Informações da Surama dão conta que o PIM possui área de expansão destinada a novos projetos industriais o chamado Distrito 2 que pouco a pouco vem sendo ocupada de acordo com os projetos apresentados e aprovados pelo Conselho de Administração da Surama (CAS) e interesse das próprias empresas, tendo em vista a localização e a infraestrutura local.

Conforme a autaruia, ainda assim, algumas empresas – por questões de logísticas – buscam se instalar em áreas próximas ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, uma vez que sua produção pode preferencialmente ser escoada pelo modal aéreo.

Segundo a superintendente Rebecca Garcia, o que vai contribuir muito para a abertura de novas áreas será a construção dos anéis viários sul e leste, que estão sendo construídos pelo Governo do Estado, que passa pela área da Suframa e que vai aliviar o trânsito de Manaus. “Quando isso acontecer a gente terá toda a acessibilidade na área que é do Distrito Industrial e com certeza aparecerão novos terrenos para serem usados para novas empresas interessadas em se instalar na Zona Franca”, mencionou.

Informações no site da autarquia dão conta de um convênio garantindo a reestruturação do Distrito Industrial, assinado em dezembro de 2012 entre a Suframa e a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) no valor de R$ 104,5 milhões, visando a reformulação do sistema de transporte e logística do Polo Industrial de Manaus e seu impacto na área urbana da cidade. A ação, integrada com o Governo Federal e o Governo do Estado, executada em duas partes distintas e simultâneas, sendo a primeira dos dois anéis viários: o sul, que vai duplicar  8,3 quilômetros da estrada do Tarumã, na zona oeste de Manaus, e da avenida Santos Dummond até a avenida Torquato Tapajós; e o este, entre a Reserva Adolpho Ducke e a Bola do Distrito Industrial 2.

Conforme a autarquia, estes anéis permitirão a interligação do Aeroporto Eduardo Gomes com o Distrito Industrial e os portos da região, em 30 quilômetros de intervenções viárias que vão permitir, além de uma melhor logística para o PIM, a retirada do fluxo de veículos pesados de carga das ruas centrais da cidade. A segunda parte integra o Distrito 1, e outras três ruas (Aninga, Miri-Miri e Tento) do Distrito 2, a essa nova lógica de escoamento.