2 de junho de 2017

Manaus e Região Metropolitana possuem as maiores taxas de desemprego do país.

 

A taxa de desocupação no Amazonas no primeiro trimestre de 2017 foi de 17,7%. A variação em relação ao trimestre anterior foi de 2,9 pontos percentuais, mantendo-se com uma variação de alta. Na comparação com mesmo trimestre do ano anterior, a variação foi de 5 pontos percentuais. Foi a mais alta taxa de toda a série pesquisada pelo IBGE que começou no primeiro trimestre de 2012.

Na Região Metropolitana de Manaus a taxa de desocupação no primeiro trimestre alcançou 20,3%, com crescimento de 5,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. É a maior taxa de toda a série histórica da pesquisa iniciada em 2012. E coloca a RM de Manaus com a maior taxa de desocupação das RM do país.

Na capital a taxa de desocupação foi de 21,1% no mesmo trimestre. Crescimento de 2,3 pontos percentuais na comparação com o trimestre anterior e 4,5 pontos na comparação com igual mês do ano anterior.

Assim, no Amazonas, a PNAD Contínua levantou que o quadro mais grave de desocupação nos três níveis territoriais divulgados, ocorreu na capital.

 

NÍVEL DE OCUPAÇÃO

 

O nível de ocupação que representa o percentual de pessoas ocupadas em relação as pessoas em idade de trabalhar chegou a 52,8% no primeiro trimestre, com uma variação de 0 (zero) pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e -1,3 pontos em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

 

A queda desse índice, indica a diminuição do numero de pessoas ocupadas entre aquelas que possuem idade para trabalhar. O que também é um reflexo da falta de vagas o mercado de trabalho. Assim como no trimestre anterior; nesse trimestre, o Amazonas apresentou o mais baixo nível de ocupação da série (52,8%).

 

TAXA DE PARTICIPAÇÃO NA FORÇA DE TRABALHO

 

A taxa de participação na força de trabalho no primeiro trimestre foi de 64,2%. Em relação ao trimestre anterior essa taxa teve crescimento de 2,1 pontos percentuais. Na comparação com igual trimestre de 2016, a variação foi de 2,2 pp. A taxa de participação na força de trabalho representa o número de pessoas na força de trabalho em relação àquelas em idade de trabalhar.

 

INDICADORES (em mil pessoas)

 

POPULAÇÃO

EM IDADE DE TRABALHAR

No primeiro trimestre de 2017, a população em idade de trabalhar no Amazonas alcançou 2.853 mil pessoas. A variação teve um crescimento em relação ao trimestre anterior de 0,6% (18 mil pessoas). Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (2016), a variação foi de 1,5% (43 mil pessoas). O que representa a inserção de novas pessoas em idade para trabalhar, que são aquelas que possuem 14 anos ou mais de idade.

NA FORÇA DE TRABALHO

A população na força de trabalho compreende as pessoas que estavam ocupadas e as que estavam desocupadas, ou seja, disponível para o trabalho. No primeiro trimestre desse ano, este grupo, alcançou 1.831mil pessoas; variando em relação ao trimestre anterior em 4,1% (72 mil pessoas). Já com relação ao mesmo trimestre de 2016 a variação foi de 5,1% (89 mil pessoas). A cada trimestre aumenta o número de pessoas que entram nesse grupo. Representando o grupo dos ocupados e dos dispostos para trabalhar.

OCUPADA

No Amazonas, o número de pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2017 foi de  1.507 mil pessoas. A variação em relação ao trimestre anterior chegou a 0,6% (9 mil pessoas). Já com relação ao mesmo trimestre de 2016, a variação foi de -0,9% (-14 mil pessoas).

 

Embora o número de pessoas ocupadas tenha um pequeno aumento; a taxa de desocupação aumenta em função de que mais pessoas entram no mercado de trabalho (força de trabalho) a cada período.

Em Manaus, o número de pessoas ocupadas caiu de 848 mil no último trimestre do ano passado, para 835 mil no primeiro trimestre dese ano, o que mostrou uma variação de -1,5%. Ja na comparação com igual trimestre de 2016, a variação representou 2,6%, uma diferença de 23 mil pessoas a menos.

DESOCUPADA

 

No primeiro trimestre, o número de pessoas desocupadas que procuraram trabalho no Estado foi de 324 mil pessoas. Comparado com o trimestre anterior, a variação foi de 24,3% (63 mil pessoas). Ja na comparação com igual periodo de 2016 avariação ficou em  46,5%(103 mil pessoas).

FORA DA FORÇA DE TRABALHO

 

As pessoas fora da força de trabalho são aquelas que não estavam ocupadas e nem desocupadas. Ou seja, não tinham interesse em trabalhar por um motivo ou outro. Este grupo, alcançou 1.022 mil pessoas no último trimestre de 2016. A variação em relação ao trimestre anterior teve queda de -5%(-54 mil pessoas). E na comparação com igual trimestre do ano anterior(2016) a variação foi de -4,3% (-45 mil pessoas)

 

POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO

 

 

A posição de ocupação é a condição de contrato de trabalho celebrada entre o patrão e o empregado.

 

Nesse grupo, os conta própria foram aqueles que tiveram as maiores perdas na comparação com o trimestre anterior (-6,1%) (-31 mil pessoas). E na comparação com igual período do ano passado, os mesmos trabalhadores conta própria foram os que tiveram as maiores perdas (-10,4%) ou seja, perda de 56 mil empregos;

 

Por outro lado, os que tiveram maior incremento no trimestre foram os trabalhadores familiar auxiliar (25,8%) e os trabalhadores domésticos (10%). Juntos agregaram mais 44 mil postos de trabalho no trimestre.

 

 

 

GRUPAMENTOS DE ATIVIDADE

 

A PNAD Contínua também avalia os grupamento de atividade. Agricultura, comércio e administração pública são os grupamentos de atividade que mais ocupam mão de obra no Estado. Nesse indicador a atividade que sofreu a maior queda no numero de postos de trabalho foi outros serviços (-15,5%) (10 mil pessoas). Em relação ao trimestre anterior, a maior variação ficou com o grupamento informação e comunicação com variação foi de 19,4% (15 mil pessoas). Já em relação ao mesmo trimestre de um ano atrás (2016) a queda maior foi do grupamento construção com (-25,3%) (- 29 mil pessoas).

 

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUAL (em reais)

 

Considerando o rendimento médio habitual pela posição na ocupação, a PNAD Contínua apurou que os empregadores possuem a melhor remuneração com R$6.042,00 de rendimento médio mensal.

Vindo em seguida os empregados do setor publico com R$3.053,00.

Os trabalhadores domésticos e os conta própria são os que possuem as piores medias com R$680,00 e R$909,00 respectivamente.

Os empregados do setor privado foram aqueles que tiveram os maiores valores de queda dos seus rendimentos (-5,3) (-R$59,00).

Empregador foi a posição que teve maior aumento de rendimento (R$2.122,00)(54,1%).

 

GRUPAMENTOS DE ATIVIDADE (Trabalho principal)

 

 

Quanto aos rendimentos, agricultura e serviços domésticos continuam sendo as atividades que pior remuneram seus trabalhadores (R$546,00 e R$680,00).

 

Por outro lado, administração publica e industria são aquelas atividades que melhor remuneram seus colaboradores (R$2.849,00 e R$2.111,00 de média salarial, respectivamente).

 

Já considerando as perdas em valores monetários, os trabalhadores de transporte, armazenagem e correios lideraram as perdas com -R$201,00 (-13,9%) em relação ao trimestre anterior; seguidos de serviçod domésticos com -R$32,00.

 

MASSA DE RENDIMENTO REAL HABITUAL

 PESSOAS OCUPADAS (TODOS OS TRABALHOS)

A massa de rendimento das pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2017 atingiu 2.227 milhões de reais. A variação em relação ao terceiro trimestre foi de 4,1%%, o que representou aumento de 88 milhoes. Ja a variação em relaçao ao mesmo trimestre de 201 foi de -4,4%% (R$102 milhoes).

A massa de rendimento das pessoas ocupadas é um importante indicador do aumento da renda e do pode r de compra do trabalhador. Funciona como um termômetro do quanto os salários arrecadaram dentro de um período e sua valorização permite antever possível aumento no consumo.

 

Manaus, 18 de Maio de 2017

IBGE – Unidade Amazonas