25 de março de 2015

“Manaus tem uma indústria de ar-condicionado e não de apertar parafuso”

Por Margarida Galvão

O vice-presidente de Relações Governamentais da Whirlpool para a América Latina, Armando Ennes do Valle Junior, disse que todos os fabricantes de condicionadores de ar, janela e split estão no Polo Industrial de Manaus (PIM), o que significa que a capital amazonense possui uma indústria cumprindo todas as etapas de fabricação.

As empresas do setor seguem um Processo Produtivo Básico (PPB) estabelecido pelo governo federal, que prevê etapas mínimas de produção local para a obtenção de benefícios fiscais e que até o próximo ano, 75% do produto deve contar com componentes locais. O dirigente da Brastemp, uma das fabricantes do eletrodoméstico, informou que na mesma fábrica são produzidos micro-ondas e lava-louças, que geram 2.200 empregos diretos.

Nesta entrevista concedida à Revista PIM Amazônia, o executivo trata, também, sobre a atual situação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (ZFM). Leia na íntegra:

Revista PIM Amazônia – Como o senhor avalia o atual cenário econômico de 2015?

Armando Ennes do Valle Jr – Será um ano de ajustes. Parte ainda vem da produção do Natal. No segmento de ar-condicionado, onde atuamos, estamos vivendo o final do verão, mas já há, claramente, sinais de que se avizinha uma redução de consumo muito grande. O tempo que vai durar e o dano que vai causar acho que vamos descobrir somente ao longo do ano, ainda estamos no começo. Mas, isso não é o fim do mundo, acho que o Brasil cresceu com taxas módicas; não temos problema de emprego, de renda no País, existem sim alguns problemas de credibilidade, que acredito que, ao longo do ano, serão vencidos e uma vez superados temos tudo para fazer um segundo semestre forte, de retomada do crescimento e, com isso, deixar um pouco para traz esse gosto amargo de grande dúvida.

RPIM – Como o senhor avalia as novas medidas econômicas do governo?

Armando Valle – Tudo o que fizeram, até agora, foram medidas extremamente pontuais, eles estão estudando. Ninguém é louco, porém algo precisa ser feito e é melhor que seja feito o mais rápido possível. Se você me perguntar o que eu gostaria, gostaria de ver todas as medidas o mais rápido possível, porque quanto mais rápido vierem, mais rápido poderemos lidar com elas. Quando se fica nessa área de incerteza, o dólar chegando quase a R$ 3, um mercado superdesconfiado e os consumidores também, porque todo consumidor, hoje, pensa duas vezes antes de comprar, isso gera uma crise de consumo. Porém, acho que muito rapidamente isso será vencido, assim que terminado esse período vamos executar, trabalhar, pois o mundo não acaba e nem começa em 2015.

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