25 de novembro de 2014

Novos rumos da Suframa

Por Margarida Galvão

  

Economistas e dirigentes de classes do Polo Industrial de Manaus (PIM) defendem um novo rumo para a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O anúncio, no dia 27 de outubro, pelo superintendente Thomaz Nogueira, de sua saída da direção da autarquia até o final de 2014, é um capítulo à parte de um órgão que há muito tempo perdeu autonomia.

Isso reflete diretamente na figura do titular da pasta, que se sente impotente diante de problemas variados sem solução, a exemplo do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), criado há 12 anos e continua sem personalidade jurídica. O contingenciamento de recursos da Suframa pelo Tesouro Nacional é outro imbróglio que deixa o órgão de ‘pires na mão’.

Especialistas entendem que a ZFM, administrada pela Suframa, há 47 anos, precisa de um choque de gestão, que implica em se determinar metas compatíveis com o estágio atual de progresso do modelo, criado a 47 anos.

O economista José Laredo aponta que as 475 fábricas que fecharam o ano de 2013 com laudo técnico funcionando ainda representam uma quantidade ínfima. “Essa não é uma quantidade ideal para um modelo dessa natureza que tem um pacote fiscal de vantagem comparativa que gira em torno de 70% e 80% de benefícios tributários dependendo do produto”. Para Laredo, se trata de uma oferta de incentivo muito grande que o governo federal oferece às empresas, de modo que há necessidade dos gestores do modelo – Estado, prefeitura e Suframa – se envolverem com maior eficiência na captação desses investimentos e na avaliação da sua gestão.

 

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