15 de setembro de 2017

Promessa de campanha: “Vou arrumar a casa!” Parte III

O empresário e presidente do Conselho Superior do CIEAM, Mauricio Loureiro, recorreu ao referencial bíblico judaico-cristão para descrever, no momento histórico adverso porque passa o Amazonas, suas sugestões sobre o sentido, expectativas prioridades relacionadas ao bordão eleitoral:  “Vou arrumar a casa!”. Mauricio resgata em seus DEZ MANDAMENTOS, a história de Moisés, escrita (?) sob inspiração divina, com a força de um poderoso código de posturas e valores que atravessou 25 séculos. Uma mensagem de superação e de luta por liberdade que desenhou a história do mundo até nossos dias. Há uma novela que mobiliza corações e mentes cotidianas na TV do Brasil. Vale a pena percorrer cada mandamento, nesse momento em que, apesar da revolta crescente da sociedade com a conduta política, seus integrantes, transformados em bezerros de ouro, seguem adorando os próprios umbigos e se recusando a entender que a sociedade quer outras condutas, que sacudam a poeira obscura de tudo aquilo que tem atrasado o país. O empresário Paulo Takeuchi, CEO da Honda, no Brasil, embora não tenha se referido a promessa de campanha, apontou caminhos para o Brasil que servem para reflexão de como “Arrumar a casa” ao próximo governante do Amazonas.

 

Mauricio Loureiro: Os Dez Mandamentos para “Arrumar a Casa” chamada Amazonas!

 

1 – Arrumar a casa é zelar pelos recursos públicos, que são gerados pelo povo do Amazonas, seus investidores e trabalhadores;

 

2 – Arrumar a casa é oferecer aos professores, médicos, e profissionais da segurança pública, condições qualitativas de desempenho profissional;

 

3 – Arrumar a casa é garantir a segurança jurídica aplicada à Zona Franca de Manaus, em seu Artigo 40 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT;

 

4 – Arrumar a casa é assegurar que o poder público, estadual e federal, deve investir em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação P&D&I, através de instituições relevantes como a Embrapa, INPA, UFAM e UEA, entre outras, Utilizando recursos de P&D captado na ZFM, como manda a Lei;

 

5 – Arrumar a casa é reduzir o custeio de uma máquina pública, onerosa e ineficiente, é revisar e reduzir a burocracia, que trava e atrapalha a produtividade e a diversificação do desenvolvimento;

 

6 – Arrumar a casa é exigir que os PPB’s, a liberação dos processos de produção, sejam aprovados em 120 dias, mesmo que seja preciso buscar a justiça federal para que se cumpra a Lei;

 

7 – Arrumar a casa é utilizar a nova Lei trabalhista 13.467 de 13/7/17, como mote de geração de empregos no Amazonas;

 

8 – Arrumar a casa é necessariamente estruturar um secretariado comprometido com o desenvolvimento do Amazonas, o único dono do negócio;

 

9 – Arrumar a casa é realizar um planejamento estratégico de curto, médio e longo prazos, com execução e gestão eficaz para o Amazonas 2073;

 

10 – Arrumar a casa é realizar investimentos em infraestrutura, que não nos envergonhe junto aos investidores, estrangeiros ou não, que aqui queiram injetar capital na Zona Franca de Manaus, na abrangência prevista por Lei.

 

Paulo Takeuchi – Arrumar a casa é promover o desenvolvimento inteligente e sustentável da Amazônia

 

“E se o Amazonas, dos estados do Norte e Nordeste, foi o que mais contribuiu para a União nas últimas décadas, com os recursos de sua base econômica, a Zona Franca de Manaus, é justo e oportuno assegurar que parte dessas divisas possa consolidar uma plataforma de conhecimento de P&D capaz de orientar desenvolvimento com equilíbrio climático. As riquezas naturais desta região podem reforçar o protagonismo ambiental do Brasil e conquistar sua presença definitiva na galeria das grandes nações, líder em desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente.

 

Sob a coordenação dos cientistas brasileiros, o país pode transformar, sem depredar, suas imensas potencialidades em prosperidade nacional a partir da Amazônia. Os empresários que atuam na região, dentro do modelo de incentivos fiscais, mais uma vez tiveram o reconhecimento da OMC, Organização Mundial do Comércio, no início deste mês, justamente por sua contribuição em proteger a floresta. Ao mesmo tempo, a própria ONU, na mesma semana, disse que: “A comunidade internacional deve pagar pela preservação das florestas brasileiras, em vez de oferecer recursos pontuais para o desenvolvimento”. O Amazonas, que tem uma base econômica e industrial que assegura a conservação de mais de 95% de suas florestas, precisa ser olhado como elo de união nacional e continental para uma nova economia – um acordo solidário de pesquisadores, entidades de classe e gestores públicos – que transforme os sonhos de todos em nova realidade, socialmente justa e ambientalmente equilibrada, como recomendou Soichiro Honda, nosso fundador”. Trecho do artigo publicado nesta semana no portal Infomoney/Bloomberg e diversos portais e blogs de economia.

 

Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. cieam@cieam.com.br