19 de dezembro de 2014

“Se fosse convidado toparia”, diz Gustavo Igrejas

 No comando interino da Suframa, Gustavo Igrejas diz estar preparado para assumir autarquia se for escolhido.

 Por Margarida Galvão 

O superintendente adjunto de Projetos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Gustavo Adolfo Igrejas Filgueiras, está no comando, em exercício, da autarquia desde 10 de novembro. Ao assumir, reuniu os superintendentes-adjuntos e coordenadores-gerais e pediu um levantamento minucioso sobre a situação de cada setor. Neste período de transição, pelo menos até 31 de dezembro, a preocupação de Igrejas é dar andamento nos trabalhos e não deixar que haja descontinuidade nos serviços prestados pela Suframa. Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e pós-graduado em Administração de Empresas (Ceae) pela Fundação Getúlio Vargas, a primeira experiência profissional de Gustavo foi como estagiário na autarquia, entre abril de 1987 e outubro de 1988, no então Departamento de Acompanhamento de Projetos Industriais. Leia na íntegra a entrevista concedida à Revista PIM.

  RPIM – Caso seja efetivado como superintendente da Suframa a partir de 2015, quais seus planos para resolver a situação do CBA, que já se arrasta por12 anos?

Igrejas – O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) passou nos últimos dois, três anos, por várias nuances. Hoje mais uma vez parece estar num bom rumo no sentido de não sofrer nenhuma descontinuidade. O CBA é um tema que continua na pauta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), que tem todo o interesse resolver. Agora mesmo há algumas propostas na mesa sendo tratadas em nível de ministério que ainda não podem ser externadas. Não é um problema muito simples de resolver, porque tem outros ministérios interessados em ter o CBA sob sua gestão; outros têm dúvidas com relação a sua caracterização jurídica. O que posso dizer nesse momento é que há uma proposta para que esse assunto seja resolvido logo no início do segundo governo da presidente Dilma Rousseff. No ano passado, participei de várias reuniões para tratar sobre o CBA, os rumos seriam até outros, havia uma determinação muito forte do ex-ministro Fernando Pimentel de se resolver o problema, mas sempre tem um item que atravanca, talvez a busca de ter uma solução melhor possível e dar solução a essa questão até esteja atrapalhando. Mas, tenho esperança de que nos próximos três meses possa ser dado uma solução. A minha grande preocupação, enquanto não se resolve esse problema é não deixar o CBA inoperante.

RPIM – Então, o Centro de Biotecnologia continua funcionando?

Igrejas – Continua, inclusive com pesquisas, só não adquiriu a personalidade jurídica, que pode torná-lo uma organização social ou uma empresa pública.

 RPIM – Sendo efetivado no cargo, o que o senhor pretende fazer para solucionar a situação crítica de infraestrutura –ruas esburacadas – e falta de segurança pública nas ruas do Distrito Industrial?

Igrejas – Hoje tem um projeto de revitalização no Distrito I; tem que começar urgentemente um projeto para o Distrito II. Isso historicamente se cobra da Suframa, mas cabe à prefeitura, tanto é que o prefeito Artur Neto ao assumir fez um convênio com a Suframa e Governo do Estado para revitalização do Distrito II e II, onde estão as empresas com incentivo locacional; as obras estão caminhando. Tem sempre a fiscalização dos órgãos de controle, por isso, tem horas que para passar de uma etapa para outra ocorrem paralisações. A obra vem seguindo desde maio de 2013.

RPIM – Outro problema enfrentado diz respeito à situação salarial dos servidores da Suframa, que a qualquer momento podem deflagrar nova greve. Como o senhor está tratando essa situação?

Igrejas – Como servidor da casa, ninguém mais do que eu tem interesse em ter o salário melhorado. Alguns passos estão sendo cumpridos; não é uma tarefa muito fácil. Só estamos no ponto em que estamos porque temos um sindicato atuante, coisa que não acontecia há anos. O nosso aumento é absolutamente merecedor, a nossa posição entre as carreiras do governo federal é de 150ª posição em salários, o que é um absurdo pela importância que temos. Se a Suframa paralisa dois dias causa um prejuízo enorme ao PIM. Apoio a reivindicação e acho que a gente tem um longo trabalho pela frente, avançamos nas negociações. Estamos fazendo uma reestruturação interna do nosso plano de cargo, carreira e salário que já está pronto; tinha que fazer uma revisão organizacional da estrutura da Suframa também para chegar com o pacote completo para os dois ministérios – MDIC e Planejamento. Tem muita gente boa que entrou pelo concurso e em razão dos salários abaixo do mercado tem saído. Nossa expectativa é que seja fechado um grupo de trabalho para tratar dessas questões.

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