22 de outubro de 2014

Termotécnica, uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Albano Schmidt é Engenheiro de Produção formado pela Universidade do Estado de São Paulo em 1987, com MBA em administração de empresas nos Estados Unidos, e desde então, trabalha na sede do Grupo em Joinville, Santa Catarina. Em 1999, assumiu o cargo de presidente onde atua até hoje. É ainda presidente da Associação Brasileira de Poliestireno Expandido, Presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico em Santa Catarina, Diretor da Associação Brasileira da Indústria de Plástico e Diretor da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina.

Nesta entrevista exclusiva concedida à Revista PIM, Albano Schmidt fala sobre o surgimento da indústria plástica no Brasil, que contou com a participação da Termotécnica, além do início das operações em Manaus na década de 1970. Bastante motivado com a notícia divulgada este mês, Schmidt revela os segredos da conquista que coloca o Grupo Termotécnica entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

 

Como surgiu a Termotécnica?

A Termotécnica surgiu em 1961, como braço de diversificação da então Fundição Tupy. Em 1961, a gente começou a ter esse processo de transformação de EPS aqui no Brasil (Sigla EPS- é como é conhecido o Poliestireno Expandido). A tecnologia já havia sido desenvolvida desde a década de 30, mas só iniciou a sua comercialização e exploração mundial pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), em 1959.

Logo em 1961, iniciamos as operações aqui no Brasil. Na década de 70 começamos nossa operação em Manaus, com a aquisição de alguns transformadores locais e aí consolidamos isso numa única empresa que na época chamava Tupy, que por muitos anos foi conhecida como empresa do Grupo Tupy. Anos depois, mudamos o nome para Termotécnica. E estamos na região, desde então.

A empresa iniciou com um foco grande em utilidades domésticas, baldinhos de gelo, bolinhas para carnaval, placas e chapas para isolamento térmico. Ao longo dos anos, isso foi evoluindo, se transformando. 

Uma grande transformação foi quando decidimos mover espaços e irmos para Manaus, e entramos no mercado de embalagens e proteções para isolamento para toda a linha marrom. Na sequência, uns vinte anos depois, em 94 quando começamos a embalar e a condicionar com EPS toda a “linha branca”:  geladeiras, refrigeradores, ar condicionados, lavadoras…

Começou com a linha marrom e outros pequenos clientes e depois em 94 que houve realmente o grande boom, mas a gente começou na linha marrom.

Ao longo dessa história toda, houve várias coisas. Nós começamos, em 1981, a fabricação de matéria-prima própria, com uma fabricação em Santa Catarina em EPS. Nós chegamos a entrar no mercado fortemente de câmaras frigoríficas com uma unidade própria. Saímos disto alguns anos depois. Mas hoje o que acho talvez  o mais importante é esse da linha marrom e da linha branca. 

 

Em quais segmentos a empresa atua e quantos colaboradores fazem parte do grupo hoje?

Nós temos três segmentos importantes que atuamos: embalagens e produtos técnicos, como nós chamamos, depois a parte de construção civil com uma tecnologia chamada ‘Monoforte’ que produz painéis para a construção civil e a nossa área de conservadora. Justamente, área de conservação que a gente faz caixas de produtos para condicionamento em produção de alimentos e medicamentos. Sempre utilizando o EPS que é vulgarmente conhecido como isopor. Todo o nosso negócio é nas várias aplicações do isopor. 

A partir de 2007 nós iniciamos com uma outra atividade forte, que está crescendo com essa consciência ambiental crescente. A gente estruturou isso no Brasil inteiro para coletar e reprocessar todo esse EPS pós-consumo.

Nós já coletamos no pós-consumo mais de 30% do nosso output recording, que já é recolhido como material pós-consumo. Isso é distribuído hoje em oito plantas e vários parceiros, com mais de mil pontos de coleta. Nós estamos já com mais de 270 cooperativas participando. Quer dizer, o negócio está caminhando com uma estrutura boa e com uma cobertura nacional. E nós estamos hoje, com aproximadamente, no grupo todo, mil e trezentos funcionários… Em oito plantas.

 

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