27 de abril de 2015

“Visão do mercado local é de que para conseguir tecnologia precisa procurar fora do Estado”

Por Margarida Galvão

De representante de peças, consultor, a fabricante de robôs para empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Essa é a trajetória profissional do especialista em automoção industrial e robótica e diretor-executivo da Sunxtronic da Amazônia, Fabrício Funes, inventor de um robô cartesiano para atender a demanda de um cliente da indústria de Manaus.

O engenheiro elétrico trabalha com o diferencial de oferecer suporte, prazo de entrega e o pós-venda com a reposição de peças aos clientes. Outro produto oferecido pelo especialista é o Economizador de Energia, equipamento já utilizado por algumas empresas que propicia economia de até 60%. Nesta entrevista, concedida de forma exclusiva à Revista PIM Amazônia, Funes fala da importância da automoção e robótica para as empresas e sobre as dificuldades burocráticas e culturais para desenvolver soluções e novas tecnologias diante da retrógada visão de mercado. Leia na íntegra.

Revista PIM Amazônia – Como se deu sua trajetória profissional?

Fabrício Funes – Iniciei como técnico na Omron Manaus, fábrica de sensores do PIM, que encerrou suas atividades nos anos 90. Como a empresa, de origem japonesa, tinha vários clientes no Distrito Industrial, passei a atuar como distribuidor de produtos da marca. A partir daí, surge a Sunxtronic Comercio, Indústria, Importação e Exportação, da qual sou sócio, que além de representar os produtos da Omron, passou a trabalhar com mais três marcas: Mitsubish, SMC e Sick, sendo todas elas consideradas marcas top de automação industrial no mundo. A empresa passou a trabalhar com a abrangente linha de produtos e serviços, com técnicos especializados que indicam, auxiliam na sua instalação e utilização, desenvolvem projetos especiais, dando consultoria local otimizando a compatibilização máquina-produto, procurando resultados técnico-econômicos plenamente satisfatórios e mantendo a originalidade dos equipamentos.

RPIM – Como surgiu q necessidade de não somente fornecer peças, mas oferecer algumas soluções para o mercado?

Funes – Sendo o mercado carente de novas tecnologias, começamos então a prestar alguns suportes de pequenos projetos. Infelizmente, a visão do mercado local é de que para conseguir tecnologia precisa procurar fora do Estado. A gente trabalha para mudar essa mentalidade, mostrar que temos profissionais e tecnologias de ponta aqui também. Portanto, a vasta experiência adquirida ao longo dos anos nos leva a produzir produtos.

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